sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mentira

Olha...estou fechado pra balanço até 16 de novembro. Depois volto pra escrever um montão de coisas.

Sim. é mentira.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Carpe diem

Ser por estar
com.

ainda que estejam sendo horas
que ora apresento.

Presenteio-me por ora
com cada momento que,
(in)verso ao efêmero,

vasculha o baú do Futuro.

p/ Lidy.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Invenção do contemporâneo (?) ...rs (título roubado)

Sob um ponto de vista sociológico, a liberdade é a faculdade que o homem tem de escolher, sem restriões, tomar ou não uma determinada atitude, uma posição ideológica e de decidir sobre seu pensamento. Para Rousseau, a liberdade consiste em "governar a própria existência", ao passo que, na definição de Montesquieu, ser livre é "fazer tudo o que a lei não proíba". Seja qual for a liberdade - a legal ou a subversiva - a verdade é a de que sempre houve restrições no que tange à autonomia do indivíduo.
Exemplos disso estão na própria historiografia, como a intolerância nazista para com os judeus, homossexuais, ciganos e estrangeiros; as Cruzadas, que antagonizaram cristãos e muçulmanos no embate ideológico; no Brasil, a liberade foi sufocada quando do decreto AI-5, ou ainda, mais recentemente, o escândalo que envolveu a censura dentro da imprensa . Assim, vê-se que as liberdades de culto, escolha e expressão tivera, - e têm - suas repressões.
Indubitavél o fato de que a liberdade não deve ser exercida em função do declínio de alguém, isto é, não deve privar outrem de sua própria liberdade. Kant, se não me engano(e se estiver enganado me corrijam por favor) disse algo parecido, de que a liberdade de um indíviduo se estende até o ponto de compatibilidade com a do outro. É então de suma importância que a manifestação de idéias não seja reprimida. Só que muita gente confunde essa idéia de liberdade, algo como: "Sou livre pra pensar o que quiser" e como tal, tem o direito de ser homofóbico, racista ou qq outra coisa. Afinal, seria a liberdade de expressão e opnião.
Bom, se a idéia é não suprimir a liberdade do outro, então, por ex.: impedir um fumante de fumar em local público é censura, certo? Não penso bem assim, penso que não se está anulando a liberdade de um, mas sim respeitado a do outro, vendo-se pela seguinte relação: quem veio primeiro (o ovo ou a galinha?...rs...não, não) quem, o fumante ou o não-fumante? Então, se existia o não-fumante, qdo surgiu o cigarro a liberdade daquele foi ferida. Assim como, antes do preconceito há as minorias, quando surgem as "maiorias" é aquela que tem sua liberdade sufocada. Assim, não dá pra dizer que ir contra a xenofobia e desrespeitar a liberdade do xenófobo, ir contra o anti-semitismo é agredir a "liberdade de opinião" daqueles que não aceitam judeus (quem veio primeiro?).
Talvez essa minha idéia cause algumas opiniões diferentes - td bem, somos livres pra contradizer o outro (desde que a liberdade do outro tb se faça), mas ainda assim resolvi expressá-la.
Fora isso, a importância da liberdade reside em tudo quanto é aréa do conhecimento humano: dentro da sua criatividade, de sua atitude, idéias, como nas contibuições da ciência, que mesmo sofrendo repúdio - desde o exílio de Gallileu até a famosa utilização da celula-tronco - conseguiu se sobressair com suas teorias, graças a "liberdade de pensamenteo" de gênios que auxiliaram o homem a compreender a si e ao mundo.
Em suma, quis espôr a idéia de que liberdade e respeito devem caminhar juntos, sem que a liberdade de um fira a do outro. Logo, paro por aqui, sem querer impôr a minha a ninguém.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

L.

Matematicamente seria impossível...
Literariamente, não:

Nossas diferênças somam !


Conclusão: Literatura>Matemática...hahaha
Bjo pra vc que me entendeu!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Escrever, anotar, qualquer coisa assim. Nem isso tenho feito, na verdade nem tenho tentado. As coisas não foram muito boas nas últimas semanas, o que decerto me afastou da escrita. É...na verdade as fases péssimas na sobrevida costumam me estimular a produzir mais - isso quando elas não tomam todo o meu raciocínio, como aconteceu desta vez: Minha cabeça não estava pra nada, eu não estava pra nada e nada estava pra mim.
Fato. dois pontos.A gente se mete em cada uma!
É provável que eu volte, pois o momento melhorou um pouco. Enquanto você me aguarda, não ligue muito pra escrita desse texto, ele não é pra ser literário. Não. não mesmo. Tampouco pra deixar seu dia pesado.
Tente se descontrair. Largue esse blog e vá "ouver" um conto:

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Repasso e assino embaixo


"Olá, autores do livro do II Festival de Letras!"


A editora Humanitas fará um evento de comemoração dos livros lançados neste semestre, no MAC, no próximo dia 26.
(dizem alguns boatos que este foi o semestre mais rico em produções inteligentes)

Fomos todos convidados
e teremos 10 minutos para apresentar o trabalho.
Qualquer um poderá falar
(gritos e esperneios precisam ser marcados com antecedência)
como também somente ouvir.
Não sei se haverá uísque ou champagne,
mas pode ser que distribuam
salgadinhos (além dos professores)".


Espero vcs lá.

Ixra.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Convite p/ espantar o mau domingo


Pra largar o faustão sozinho...


A Casa é Um Palco } gratuito !
domingueiras _____poéticas _____22/06 - 15 h


A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - realiza, dia 22/06 às 15h , o evento A Casa é Um Palco - Domingueiras Poéticas.

O Evento apresenta uma nova forma de fruição do espetáculo lítero-musical pelo público, presenteando cada participante do evento com um livro ou um CD do escritor ou das bandas convidados, possibilitando uma maior interação após o show entre os artistas e o público que acaba de conhecer seus trabalhos.
São, ao todo, mais de 50 livros e cd´s de grandes artistas contemporâneos que serão distribuídos gratuitamente a todos que participarem.
(serão distribuídos 20 cd´s da banda Mahalab, 20 cd´s da banda Sotádicos e 20 Livros de Israel Antonini)
Confira a programação completa para esse domingo:


> Apresentação da Banda Mahalab: Voz, baixo e bateria. É com essa formação incomum que o Mahalab mostra para o mundo seu rock transcendental, o encontro entre a MPB/rock e a música de vários cantos do mundo em uma atmosfera hipnótica e envolvente. Formado por Ricardo Saldaña, Maurício Verderame e Jamila Maia, o Mahalab acaba de gravar sua terceira demo, "Solar", um trabalho mais amadurecido e com sonoridade mais pop.
Mahalab é música transformando o mundo.
(Serão distribuídos 20 CD´s da banda aos participantes do evento.)


> Apresentação do Poeta Israel Antonini: Escritor, músico e graduando em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É um dos editores da Revista Literária Áporo e autor do livro Identidade & Plural.
(Serão distribuídos 20 livros do escritor aos participantes do evento.)


> Apresentação da Banda Sotádicos: Grupo musical onde o fio guiador é a pesquisa e experimentação musical que se funde com a busca poética de suas letras e idéias, mas principalmente o tempo e o momento que cada integrante vive.
Os shows têm um caráter performático e emocionante aonde o público é convidado a vivenciar musica por música de uma forma simples e visceral participando do caos-mantra-sonoro que ecoa pelos seus sotádicos instrumentos musicais.
(Serão distribuídos 20 CD´s da banda aos participantes do evento.)


Casa das Rosas
- Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura -
Av. Paulista, 37 -São Paulo - SP
próximo ao metrô brigadeiro e ao shopp. paulista

terça-feira, 3 de junho de 2008

Créu

Não sou muito de ver televisão – ainda mais que só disponho da tv aberta, quase sem opção – mas às vezes assisto a MTV, algum filme na Globo e a TV Cultura, que é a que mais vejo, já que ali estão os estilos de programas dos que mais gosto: Entrevistas, debates, literatura e filmes fora de ‘catálogo’. Num desses programas, o Letra Livre, apresentado pelo Manuel da Costa Pinto, tivemos uma troca de idéias com o médico e escritor Moacyr Scliar, e, recebendo de um uruguaio(eu acho), em certa ocasião, uma pergunta (por que no Brasil, que é um país tão alegre, há uma literatura tão negativa?), disse que não soube responder muito bem, mas também achava a literatura brasileira atual muito mal-humorada, e que ele não lê livro chato, recomendando o mesmo aos seus leitores.
Respeito essa opinião, mas decerto não entendo essa designação de livro chato, muito menos imagino como alguém pode julgar um livro como ‘chato’ sem lê-lo. Mas vou tentar uma interpretação: talvez o que Moacyr Scliar tenha se referido aos livros cujo tema é o lado negativo de nossa sociedade. Aqueles livros que, vendo na literatura uma maneira de denúncia e de revelação da realidade, acabam por apresentá-la nas suas mazelas e contradições com certo pessimismo. Com uma espécie de no future na literatura.
Sinceramente, acho sim que é possível se fazer essa literatura realista com certo humor – através da ironia e sarcasmo, por exemplo. Mas não acho que o gênero de livro que citei seja chato. Tampouco vejo alguma contradição entre o fato de o Brasil ser um povo alegre e essa literatura. Afinal, como disse Renato Russo (e li, certa vez, em uma biografia do): “Aqui no Brasil, nós somos alegres, mas não somos felizes. Existem toda uma melancolia e uma saudade que a gente herdou dos portugueses e ainda não conseguimos resolver” (in Renato Russo de A a Z. Campo Grande – MS, ed. Letra livre, 2000, p. 167).
De fato, creio que a imagem de alegres se dá pela fama do carnaval, festas tradicionais, mídias em geral, e que somos alegres sim, mas como forma de disfarçar uma tristeza que há por trás, para justificar isso, uso um ditado do próprio povo: “é rir pra não chorar”.
Tristeza ignorada talvez, por aqueles que já se resolveram individualmente e não têm esforço nenhum para pensar no coletivo, mas reforçada pela nossa – ainda – situação de terceiro mundo.
Esse mau humor é necessário de certa forma. Acho que todos temos que ter um pouco de Holden Caulfield pra não cair no comodismo. Aliás: por que mau humor? só porque não é "alegre"? chatice é algo relativo. Ou então vamos passar a considerar tudo aquilo que não é dança do créu como sendo chato?
Eu não.