domingo, 2 de março de 2008

"Cortina de ferro" ao avesso

Sim. contraditoriamente ainda há, num mundo multipolar, a velha gerrinha gelada. Tipo amistoso - EUA x Resto do mundo. Se de um lado, a polipotência mundial tenta exercer esse seu papel, por outro, países e blocos buscam mecanismos para conseguir seu espaço. Com a era Bush, isso se intensificou - pós11/09 e a piração do Georginho contra o terror - e agora, com a eleição estadunidense, uma grande fatia de esperança é divida por todo mundo.
Só que nessa de buscar seu espaço, alguns líderes tomam posturas diversas. Se na América do Sul Lula banca o amigo de todos, Chávez é o inimigo por definição. Haja vista o que esse cara acabou de fazer na Venezuela - proibir o uso inglês em certos seguimentos. "Fale em espanhol, tenha orgulho" é o slogan do presidente.
Bom, não sei se essa é uma atitude viavél, e fico me perguntando se Chávez é um cara com muita atitude, ou se ele é um líder sem a menor idéia das consequências de suas ações.
Ir contra a hegemonia do inglês enquanto língua é legal? Sim. mas calma lá. Não há como negar a importância que os EUA têm para o andamento do planeta econômico. E se num passo maior, por exemplo, Chávez desistituir o ensino da língua americana em seu país, será como jogar a Venezuela para o canto do mundo. Afinal, como viver sem "dialogar" com a maior economia existente?
E não se trata aqui de conferências e reuniões internacionais, até porque, para isso há traduções simultanêas e afins. Refiro-me mesmo, aos danos causados à população venezuela sem o contato com essa língua, à propósito de formação profissonal, estudo e tudo o mais (de bom) que um país como os EUA pode proporcionar.
Exagero meu? pode ser. Mas se o embargo linguítico do nosso vizinho aí continuar, ele estará à beira do suicídio. E com uma atitude que não o diferencia muito dos seus atacados.

Um comentário:

xuxão lennon disse...

tirania...
ser o rei da cocada preta...
achar que tem o rei na barriga...

não sei porquê, mas essa ironia cabe até pra mim, pra você...

humanos são estranhos.